IRMÃO PORTUGAL
Agora
nem há tanto mar
assim...
Poucas horas nos
separam...
Visito de longe
a tua festa,
mesma presa
em duas noites
tão escuras.
De novo
estamos fugindo
pelas metáforas,
essa língua
com que falam
os que resistem.
O que digo
é que não estou cansada.
E erguerei
teus cravos,
mesmo ferida.


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