ESTE TEMPO
Os assuntos
fingem-se
de vivos.
Mas a repetição
os mata.
Os sujeitos,
de próprios.
Mas a repetição
os mata.
As palavras,
de socorro.
Mas a repetição
as mata.
O pertencimento,
de possível.
Mas a repetição
o mata.
O presente,
de suportável.
Mas a repetição
o mata.
O passado,
de lição.
Mas a repetição
o mata.
O futuro,
de diferente.
Mas a repetição
o mata.


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