quarta-feira, julho 07, 2010

Meu perfume

Minha beleza despede-se
vergada de motivos...
Quilômetros de passado
condenam-me
à solidão...

Mas o que de melhor
se compôs devagar
em mim conspira
e, mesmo comprimido,
o desejo transborda.

Como rosa seca
que ainda exala
mais perfeito aroma
no leve pó demorado
que o tempo fez.

A senha é rara
como essa essência
que um vidro guarda
invisível.

13 Comments:

At 10:37 PM, Blogger Magna Santos said...

Há palavras difíceis de comentar...só podem ser mesmo sentidas.
Há perfumes também que só podem ser sentidos, quando se chega mais perto. Estes são os melhores. Por vezes, muitas vezes, eles deixam seus rastros.
Não te conheço, Flávia, mas confio na minha intuição e nas palavras que leio. Teu perfume deve ter deixado muitos rastros.
Um abraço.
Magna

 
At 10:39 PM, Blogger Orpheus said...

Flávia,

Fiquei muito feliz com sua excelente palestra na Unipaz. Parabéns também pelo poema, é triste mas como você mesma disse não somos feitos apenas de felicidades, e talvez sejam justamente essas tonalidades mais fortes o pincelado mais marcante do quadro de nossas vidas.
Lembro-me que você dizia para não nos esquecermos do adulto que gostaríamos de ser, pois esse seria o nosso 'norte' durante toda a vida. Parece-me que você anda puxando as próprias orelhas para que não se esqueça também.
Parabéns pela grande professora que tu és, e que nós leitores continuemos nos encontrando e nos redesconbrindo em tudas palavras.

Abraços. Rafael Peixoto

 
At 12:16 AM, Blogger Um dedo de prosa said...

Fui sua aluna no Contato, em 89. Maior orgulho. Bom achar sua casa aqui.

Abraço,

 
At 7:57 PM, Anonymous Anônimo said...

olá ...como posso citar o seu texto em meu artigo de comclusão de curso. o Cão sem plumas....me add marialulumonteiro@hotmail.com
serei eternamnet grata..beijosssssss

luciana

 
At 11:06 PM, Anonymous Anônimo said...

Como rosa seca
que ainda exala
mais perfeito aroma...

Você nos comove com arte tão perfeita. Sou capaz de sentir essa poesia. Linda. te adoro para sempre.

ÉRICA MELO

 
At 11:06 PM, Anonymous Anônimo said...

Como rosa seca
que ainda exala
mais perfeito aroma...

Você nos comove com arte tão perfeita. Sou capaz de sentir essa poesia. Linda. te adoro para sempre.

ÉRICA MELO

 
At 11:42 PM, Blogger RomilsonBarros said...

saudades dessa queriada professora e aluna que sempre me fazia companhia nas manhãs da imetria. saudades querida professora flavia

 
At 10:53 PM, Anonymous paulo fernando said...

teu perfume se estende devagar e para nunca mais acabar,
entre aqueles que te canta
que te ama.
tua poesia nós descansa
e nos coraçãos que te cultiva... repousa admiraçoes.
todos os dias lembro de te,sempre algo faz retornar suas palavras seus encantosss
saudades existe, mas não é tao grande
pq tenho sempre vc dentro das minhas conquistas e principalmente gravada para nunca mais sair...

que paz e tranquilidadesssss bjssss

 
At 9:34 AM, Anonymous Anônimo said...

Poema curto...condensação expressional...badalo forte que reverbera os sons da TRAVESSIA, do existir...
Não vejo a rosa seca, a beleza ausente, mas a solidão que nos aproxima dos mistérios e dos desejos depurados...
marcio lucena

 
At 11:39 PM, Blogger nicellycursino said...

Profa Flávia

Quantas saudades daquelas inspiradoras aulas de literatura. Quanto aprendizado, obrigada por tudo.

 
At 10:27 PM, Anonymous Anônimo said...

Flávia, você é uma pessoa muito amada. Fui sua aluna ano passado e levo comigo MUITOS dos seus ensinamentos. Gosto bastante de suas reflexões sobre a essência do ser...
obrigada!

Érika Leite

 
At 6:33 PM, Anonymous Anônimo said...

Perfume raro, amiga querida. tudo o que você faz na vida tem deixado um rastro de perfuma raro.

Beijo.

Luis Manoel Siqueira

 
At 1:35 PM, Anonymous Anônimo said...

Genial, mas particularmente muito forte. Me deu saudade de sua marca registrada: a comovente mistura de doçura com a força. Eu e Bella lemos juntos e não encontramos algo de sua voz que sempre escuto, ao ler, suavizando o que estava sendo dito. Saudade do sofisticado e erudito humor. Beijo,
Manoel Affonso.

 

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