sexta-feira, janeiro 20, 2017

Desafio - para Dinaldo Lessa



Inapagável,
o passado
está lá.

Ele me governa,
apesar de não
falar.

Rio em mim,
desses que
fundam
em silêncio
e devagar...

Impossível
precisar
a nascente
nem a foz
dessa água
que trafega
sem cansar...

Tudo que sou
depende dessa linfa
(impossível tatuagem
semovente)
onde moram peixes –
facas brilhantes
e mortais –
que me fazem exclusiva
e ligada
a abismos,
jazidas de energia
e desespero.

O desafio
é conspirar
a exata medida
do indulto
desse rio...

E jamais
deixá-lo
impedir
as chuvas
que limpam seu curso
indispensável.

2 Comments:

At 2:29 PM, Anonymous Anônimo said...

Parabéns, minha amiga Flávia, muito bonito. Débora, muito obrigado pela maravilhosa leitura.
Atenciosamente,
Rogério Porto.

 
At 2:31 PM, Anonymous Anônimo said...

Que lindo, Flávia! Um lindo presente, estou emocionado.A fala mais verdadeira e sincera dos poetas. Muito agradecido pela escuta e pelo belo presente. Dinaldo.

 

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