terça-feira, agosto 15, 2006

O Pré-modernismo - parte II

“O que parece certo, porém, é serem eles dominados por uma indecisão instintiva. Balançam-se entre o mar e a areia. Surge ao mesmo tempo crepúsculo e madrugada.” (Rodrigo Otávio Filho)

A luta entre as forças negativas do passado e as tendências ordenadoras do futuro deu margem a uma pluralidade de investigações. O intelecto tornou-se um laboratório de concepções avançadas. A arte e a literatura transformaram-se em pesquisa.
Duas correntes – uma destruidora, outra de crença em uma nova ordem superior – são o resumo de todas as buscas a que se submeteu a arte.
O Futurismo (1909) e o Dadaísmo (1916) primavam por destruir o passado, enquanto nada criavam, além de manifestos cínicos e brincalhões. Por outro lado, o “esprit nouveau”, anunciado por Appollinaire, ao lado do Expressionismo (1910), e o Cubismo (1913) são a apoteose do lado mágico e da fé na composição através dos símbolos. O Surrealismo (1924) ficou dividido entre as duas correntes, como a patentear o espírito de indecisão compulsiva que reinava, dominando as mentes.
Schopenhauer, Nietzsche, Hegel, o romance russo (com sua insanidade e fortaleza), Bergson, Proust, Kafka, James Joyce, Joseph Conrad, Henry James, Eugene O’Neill, T. S. Eliot, Virginia Woolf... Um período de encruzilhadas e malabarismos... O vulcão preparava-se para explodir, ninguém sabe para quê.
A ruptura anunciada por Allan Poe, Whitman, Baudelaire, Lautréamont, Rimbaud e Mallarmé borbulhava, no esconso, ratificada pelo “stream of consciousness”, pelo pontilhismo ou pelas pinceladas quebradiças de Van Gogh: um novo modo de ver a expressão.
Havia, por outro lado, novos mundos onde estar perdido. Eram o inconsciente de Freud e a intuição de Bergson. Mergulhados no desconhecido, os artistas intuíam a insânia de mundos em que não cabiam e que não conseguiam expressar. Assim, a expressão ou a linguagem tornaram-se nova obsessão – mais uma que veio somar-se às infinitas já angustiantes e intransponíveis.
O Pré-modernismo, assim, é mais um período de indecisão, preparação e tentativa que jamais se fez, pois a frustração é a marca indelével que o caracterizou. Não foi a palavra “velocidade” ou o barulho das engrenagens fabris que falou a pretendida modernidade. Esta nada mais era que uma ardente procura e uma longínqua pretensão. Os heróis da derrubada do mundo antigo nada fizeram além de mostrar que as fórmulas estavam desgastadas e corroídas: trabalho importante somente quanto à abertura mental a que se procedeu depois deles.

3 Comments:

At 12:05 AM, Blogger luciano beltrão said...

Oi Flavinhaaa!!! Pronto achei seu blog,hehe..Jah q ninguem comentou nesse do pre modernismo vou fzer um comentario... Primeiro gostaria de dizer que adoro vc como pessoa e professora e que aprendi mto com vc, uma pessoa tão especial, e por isso que lhe escolhoa 3 anos jah,hehe.. As vezes como naum sou taum bom com as palavras e nesse core corre da vida naum temos tempo de falar direito com os outros e poder se expressar tbm, por isso adorei essa ideia do seu blog flaviaa!!!! Bjaum Flor-fessora

Agora sobre o pré modernismo, gosto mto dele priincipalmente do livro de policarpo adorei os textos seus..O q gostei mais no dessa epoca foi de estudar o futurismo q tem mo haver com hj..As makinas, a velocidade,etc..
Fiz até um projeto na escola lendo manifestos de Manetti del Pechia e um poema que eu fiz esta meio incompleto acho mas vou botar aee pra vc ver!! Bjaum flavinha e plageando fernandinho digo adoro vc flor-fessora,hehe, Continue sempre assim...Vc..Unica

 
At 12:28 AM, Blogger luciano beltrão said...

Que máquina esse tal do computador


Ah! Como eu queria que me abrissem como um computador,
Botassem um chip e pronto, saberei tudo que quero.
Ser veloz e rápido por que não ser?

Ir ao outro lado do mundo em poucos segundos
Só por clicar, clicar, clicar...
Navegar,Navegar,Navegar...
Ao redor do mundo em segundos

Veloz como um raio de luz
Veloz como um carro de corrida
Veloz como uma nave espacial
Ó como és veloz!

Os motores a mil
Varias informações armazenadas
Uma guerra contra o vírus
Sistemas operacionais incríveis
Isso tudo tem nessa máquina

Nos comunicamos em um segundo, um click, um enter...
Com quem amamos
Raio de luz, Fibra optica------>
Cabo, Monitor------------------>
Olho,Mente---------------------->
>>Imaginação, Informação, Criação...
>>Alegria,Emoção, Todo sentimento...
Comunicação< Comunicação< Comunicação<

Comunicação Mutua
Do oriente ao ocidente
Raio de luz
Velocidade Imensa
Interação, Globalização
Ação e Reação
Modernização, Nova Relação

É soberbo poder ser assim
Louvo-te, louvo-te, louvo-te,
Que máquina esse tal do computador!

 
At 3:23 PM, Anonymous Anônimo said...

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