domingo, abril 20, 2025

IRMÃO PORTUGAL

Agora 
nem há tanto mar
assim...
Poucas horas nos
separam...

Visito de longe 
a tua festa, 
mesma presa 
em duas noites 
tão escuras.

De novo
estamos fugindo
pelas metáforas,
essa língua
com que falam
os que resistem.
 
O que digo
é que não estou cansada.
E erguerei
teus cravos,
mesmo ferida.